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VIRTUALIZAÇÃO

Para entender perfeitamente o conceito de virtualização, deve-se traçar um paralelo entre o que é real e o que é virtual. Seguindo essa linha de raciocínio, algo real teria características físicas, concretas; já o virtual está associado àquilo que é simulado, abstrato. Dessa forma a virtualização pode ser definida como a criação de um ambiente virtual que simula um ambiente real, propiciando a utilização de diversos sistemas e aplicativos sem a necessidade de acesso físico à máquina na qual estão hospedados. Isso acaba reduzindo a relação de dependência que os recursos de computação exercem entre si, pois possibilita, por exemplo, a dissociação entre um aplicativo e o sistema operacional que ele utiliza.
Agora imagine um computador na qual opere um servidor de e-mails, mesmo que o disco rígido seja plenamente utilizado, não se pode dizer o mesmo sobre sua capacidade de processamento. Enquanto ela pode chegar ao ápice em horários de pico (como às 15h), também pode se aproximar da ociosidade durante a madrugada. E se essa "sobra de recursos" fosse usada para gerar relatórios, aproveitando melhor o tempo e processamento livres? Na teoria, surtiria a tão desejada economia de recursos; na prática, isso é obtido através da virtualização.


A virtualização de hardware consiste em rodar vários sistemas operacionais na mesma máquina. Isso é possível com o uso de programas específicos, que geram máquinas virtuais (Virtual Machines, ou VMs): estas emulam os componentes físicos de um PC, possibilitando que um sistema operacional diferente seja instalado em cada uma delas.
Com isso, ao invés de se ter diversos "subservidores" (que utilizam apenas uma porcentagem dos recursos das máquinas em que estão hospedados), os processos sejam distribuídos de forma equânime entre um número menor de computadores (que, com isso, chegam mais próximos do aproveitamento total de sua capacidade). Isso reduz a quantidade de mão-de-obra técnica, o espaço para alocar as máquinas e o gasto com eletricidade necessários; tudo isso incorre em economia. Outra vantagem é que as máquinas virtuais são totalmente portáveis, podendo ser copiadas para outros servidores, mesmo de diferentes arquiteturas, e serem iniciadas imediatamente sem qualquer necessidade de ajustes de configuração.

Com a virtualização você precisa de menos servidores para manter a sua empresa funcionando. Com menos servidores, gasta-se menos energia para alimentá-los e refrigerá-los, além da diminuição do gasto com o espaço físico necessário. O pessoal de TI gasta menos tempo fazendo a manutenção dos servidores e sobra mais tempo para pensarem em novas soluções que certamente são mais estratégicas para o negócio.

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A Dell possui uma parceria com a VMware, como o maior integrador global das soluções de virtualização. Todo projeto de virtualização é submetido ao pessoal interno para análise e acompanhamento das atividades, e a instalação e suporte são feitos pela própria Dell. Os treinamentos podem ser ministrados pelo time da Dell ou pela VMware, dependendo do escopo do projeto.

Principais Recursos:

VMware Live Migration (Vmotion)

Permite que você faça manutenções programadas nos servidores sem que isso afete o ambiente em execução. Com o VMware Live Migration as suas máquinas virtuais (VMs) são migradas para outros servidores em tempo real, sem necessidade de parada e totalmente transparente para o usuário. Uma vez que as VMs foram migradas para outro servidor, esse pode ser desligado para manutenção e após o término, as VMs podem ser movidas de volta para o servidor de origem. Como essas atividades podem ser feitas com o servidor em execução, não há necessidade das manutenções serem feitas de madrugada e o mais importante, não há risco de parada dos serviços que antes estavam em produção.

VMware Distributed Resource Scheduler (DRS)

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O VMware Distibuted Resource Scheduler (DRS) monitora e administra os recursos e a sobrecarga dos servidores para otimizar a performance do sistema. Quando uma aplicação crítica virtualizada precisa de mais recursos que o seu servidor físico consegue dispor naquele momento, o DRS migra (através do VMotion) as máquinas virtuais (VMs) menos utilizadas desse servidor para outros servidores que tem recursos disponíveis. Assim, essa aplicação consegue extrair o máximo de recursos desse servidor (CPU, memória e I/O) para obter melhor performance. Quando a aplicação liberar esses recursos, as VMs voltam a ser migradas de volta para o servidor de origem.

VMware Distributed Power Management (DPM)

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monitora e administra os recursos dos servidores para otimizar o consumo de energia. Em períodos de baixa utilização o DPM consolida as cargas, realocando as máquinas virtuais (VMs) em outros hosts (através do VMotion) para então desligar os servidores ociosos, ajudando a reduzir o consumo de energia (e de quebra economiza também na refrigeração). Quando os recursos passam a ser escassos, o DPM religa os hosts que haviam sido desligados e consolida as cargas novamente para obter melhor performance.


VMware High Availability (HA)

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O VMware High Availability (HA) monitora continuamente os servidores físicos para manter o máximo de tempo disponível. Quando o HA detecta uma falha em um servidor físico, as VMs que faziam parte desse host são carregadas a partir do storage por outros hosts ativos que fazem parte do cluster.
Os servidores físicos ativos carregam as VMs que estavam hospedadas nesse servidor a partir do storage. É semelhante a um reset em um servidor físico, e o tempo de downtime é o tempo que a VM leva para carregar no novo servidor.


VMware Fault Tolerance

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O VMware Fault Tolerance monitora continuamente os servidores físicos para manter o máximo de tempo disponível. É semelhante ao HA, porém com o Fault Tolerance duas instâncias da mesma VM são alocadas e ficam em execução ao mesmo tempo em servidores distintos. Quando o Fault Tolerance detecta uma falha em um dos servidores, automaticamente a segunda instância da VM passa a responder pelos pedidos de I/O, sem downtime e completamente transparente para o usuário.

Ferramenta de Conversão P2V (Physical to Virtual)

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Com a ferramenta de conversão P2V, é possível converter as máquinas físicas em máquinas virtuais sem a necessidade de interrompê-las. Após a conversão, os usuários passam a acessar diretamente a máquina virtual, e a máquina física poderá então ser desativada. Essa ferramenta é extremamente útil quando consideramos ambientes de produção que não podem ser interrompidos.


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